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Se não ensinarmos IA para a GenZ, comprometeremos o futuro da força de trabalho – Exame Notícias

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Publicado em 25 de junho de 2024 às 15h51.
A inteligência artificial é um assunto polêmico, que gera divergências de todos os lados, principalmente diante de sua utilização em vários segmentos, como por exemplo, o marketing. Será que é possível revolucionar esse setor a partir do uso consciente da ferramenta? Esse foi um dos tópicos que o painel ‘Redefining the Role of The Marketer in the Age of AI’ debateu no espaço do LinkedIn, durante o Cannes Lions, evento na Europa onde fiz uma cobertura presencial.
O painel foi moderado por Karin Kimbrough (economista chefe do LinkedIn), que estava acompanhada de três palestrantes: Yonca Dervisoglu (vice-presidente de marketing do Google), Dara Treseder (diretora de marketing da Autodesk) e Julia White (Diretora de marketing e soluções da SAP SE). A conversa começou com dados, pois de acordo com uma pesquisa realizada pelo LinkedIn, 75% dos profissionais usam inteligência artificial. Além disso, estão começando a adicionar a IA como habilidade em seus perfis.
1/9 (Fintech Celcoin recebeu aporte de 650 milhões, em rodada liderada pela Summit Partners, investidor global para ativos em fase de acelerado de crescimento)
2/9 (Conta Simples, de cartões corporativos, capta R$ 200 milhões com fundo americano Base10 Partners)
3/9 (Infleet, com tecnologia contra dorminhocos no trânsito, recebeu R$ 10 milhões, em rodada da Indicator Capital)
4/9 (Fintech para geraão Z, NG.Cash captou R$ 65 milhões em rodada liderada pela Monashees)
5/9 (Agtech de Piracicaba, Smartbreeder recebeu US$ 3 milhões em investimento da EcoEnterprises Fund)
6/9 (Accountfy, que digitaliza a vida de CFOs, obteve US$ 6,5 mi com HDI e Red Ventures)
7/9 (Sem caminhão vazio: a LogShare, startup de logística, recebeu R$ 12 milhões em rodada seed)
8/9 (Incognia, de Recife, recebeu R$ 155 milhões e está avaliada em R$ 900 milhões)
9/9 (Inner AI, hub de criação de conteúdo, levantou R$ 12 milhões)
Porém, fica a dúvida de como essas pessoas estão utilizando a inteligência artificial e se estão indo realmente por um caminho que traga resultados mais positivos do que negativos. A vice-presidente de marketing do Google compartilhou que sua equipe usa a ferramenta para gerar ativos criativos para campanhas publicitárias e o que antes era produzido em semanas, hoje fazem em segundos. Porém, ela defende que nós somos criativos e não a IA, que funciona como meio para aumentar a nossa criatividade.
Diante disso, vejo que a inteligência artificial pode ser funcional, atuando de forma a aumentar a produtividade. Precisamos pensar que há um aumento da cobrança por eficiência orçamentária, mas os times internos de marketing são pequenos para a volumetria de projetos a serem gerenciados, sem contar a cadeia de fornecedores terceiros que também precisam ser geridos. No entanto, isso gera medo nas pessoas e uma grande preocupação com a possibilidade da IA roubar seus empregos no futuro.
Segundo estudo realizado pela Page Interim, 3 em cada 4 profissionais brasileiros acreditam que a inteligência artificial substituirá os seus empregos. Cerca de 77% dos brasileiros respondentes acreditam que a IA afetará parcialmente os postos de trabalho na área em que atuam. Entendo a aflição, mas penso que a preocupação deveria ser outra: o quanto de fato as conversas que estão acontecendo no país sobre o tema estão servindo como ponte de acesso para capacitação das pessoas entrantes no mundo do trabalho?
Neste cenário, é muito importante que exista uma liderança responsável para conduzir os colaboradores diante da evolução contínua da tecnologia. Foi trazido na palestra que os líderes precisam ter curiosidade e normalizar a cultura do erro, para criarem um ambiente verdadeiramente seguro para que os testes possam ser feitos, de modo a estimular o contato com as ferramentas e com a inovação. Além disso, também é preciso adotar um senso de convicção, ter confiança e, principalmente, coragem para conseguir fazer essa implementação, que requer sim uma capacitação.
E como tudo isso se interliga com a Geração Z, pessoas de 13 a 27 anos? Essa geração é super conhecida como ‘nativos digitais’, justamente pela relação que possuem com a internet. Então é normal que queiram utilizar os recursos tecnológicos para benefício próprio. Dados da The Shift apontam que 48% da Geração Z acredita que a IA avançará em suas carreiras ao fornecer acesso mais rápido ao conhecimento. Mas para que isso aconteça, é preciso que a inteligência artificial seja utilizada de maneira responsável e que também seja acessível a todos.
No entanto, é comum vermos que parte da GenZ ainda sente um pouco de dificuldade em utilizar tecnologias e gadgets considerados fáceis no ponto de vista dos Millennials, como por exemplo: a impressora, o computador de torre, fórmulas de planilhas e outros. Existe um preciosismo em autoafirmar que como a Geração Z é extremamente conectada, sabem usar todos os recursos tecnológicos. Porém, essa geração domina e entende o formato vertical touchscreen e as redes sociais, não necessariamente possuindo um repertório técnico e que tenha aplicabilidade para o mundo corporativo.
Isso demonstra a necessidade de instruir as pessoas, principalmente da Geração Z, porque são o futuro da força de trabalho. Dara Treseder, diretora de Marketing da Autodesk, finalizou o painel com uma citação certeira: “Precisamos investir na próxima geração. Não se trata só do que estamos fazendo e da força de trabalho de hoje, mas trata-se também de garantir que todos na próxima geração tenham acesso. Queremos um mundo onde todos tenham acesso ao uso dessas ferramentas, porque é assim que realmente construímos um futuro melhor para todos”. E isso é a mais pura verdade, pois no final do dia, nós não queremos que apenas o Vale do Silício ou a Faria Lima saibam usar essas poderosas ferramentas de construção de novas realidades.
1/7 (O MIT Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory (CSAIL), em Cambridge, Massachusetts, desenvolveu o sistema de diagnóstico de câncer de mama baseado em IA, reduzindo erros em 15%.)
2/7 (O Google AI, com sede em Mountain View, Califórnia, criou o AlphaGo, o primeiro programa de IA a derrotar um campeão mundial de Go, revolucionando a pesquisa em aprendizado profundo.)
3/7 A sign in the reception area at the Google DeepMind headquarters in London, UK, on Tuesday, May 7, 2024. Google DeepMind has released a new version of AlphaFold which broke ground predicting notoriously tricky protein structures that puts the artificial intelligence software on a path to make breakthroughs in biology research and create a business that its chief executive says could be worth north of $100 billion. Photographer: Jose Sarmento Matos/Bloomberg via Getty Images (Localizado em Londres, Reino Unido, o DeepMind Lab é famoso pelo desenvolvimento do AlphaFold, um programa de IA que previu estruturas de proteínas com precisão sem precedentes, impactando a biologia molecular.)
4/7 (O IBM Watson Research Center, em Yorktown Heights, Nova York, desenvolveu a IA Watson, que venceu campeões humanos no programa de TV Jeopardy!, demonstrando avanços significativos em processamento de linguagem natural.)
5/7 (O Baidu Research Lab, em Pequim, China, é conhecido por seu sistema de reconhecimento de voz Deep Speech, que alcançou uma precisão de 97% na transcrição de áudio, superando as tecnologias anteriores.)
6/7 (O Berkeley Artificial Intelligence Research (BAIR) Lab, na Universidade da Califórnia, em Berkeley, criou algoritmos avançados de robótica, incluindo o Dex-Net, que melhorou a precisão da manipulação robótica em 99%.)
7/7 (O centro da Meta AI Research SuperCluster (RSC) tem um dos supercomputadores de IA mais rápidos da atualidade. Com ele, a empresa desenvolveu o sistema de tradução automática baseado em IA que suporta mais de 100 idiomas, melhorando a comunicação global em plataformas sociais da empresa.)
Startup busca acelerar descoberta de medicamentos e engenharia biológica com novos modelos de IA
Estudo inédito da equipe liderada por Demis Hassabis descobriu que descobriu que esse tipo de falsificação representou 27% dos casos de uso criminoso de IA, aumentando temores sobre como deepfakes podem influenciar eleições globalmente neste ano
Plataforma da TechWolf atrai gigantes como SAP e ServiceNow, focando em aprimorar identificação de habilidades internas nas empresas
As informações foram apresentadas na abertura da 1ª Exposição Mundial da Indústria de Inteligência de 2024 da China, realizada na manhã de 20 de junho, no Centro Nacional de Exposições, em Tianjin
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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

Sobre o autor

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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