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Mobilidade elétrica entra no mundo da inteligência artificial – Mobilidade Estadão

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Mobilidade elétrica entra no mundo da inteligência artificial
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Como a IA poderá mudar a eletrificação veicular, melhorando desde os processos de produção até a segurança do motorista
5 minutos, 10 segundos de leitura
04/06/2024
Por: Mário Sérgio Venditti

O recente anúncio da General Motors de que passou a utilizar a inteligência artificial (IA) no motor da nova picape Chevrolet S10 – que, entre outras vantagens, reduzirá em 13% as emissões de dióxido de carbono (CO2) – reforça um caminho inevitável da indústria automotiva, que já abriu as portas para essa nova ferramenta tecnológica.
Com a eletrificação não é diferente: as fabricantes e demais empresas ligadas ao ecossistema da mobilidade elétrica veem na IA uma aliada importante para o desenvolvimento de seus produtos e serviços.
“A integração da IA na eletrificação está totalmente relacionada com o desenvolvimento dos carros elétricos”, atesta Carlos Roma, CEO da TB Green, empresa de soluções de energia limpa.
Ele cita um dos componentes beneficiados pela IA: “A bateria é a parte mais sensível do carro elétrico. Com a inteligência artificial, os especialistas simulam novas equações químicas, capazes de antecipar com precisão os resultados de testes de laboratórios”, diz.
Roma destaca que a IA consegue acelerar as etapas do trabalho envolvendo análises de reações químicas. “Estudos mostram que ela poderá abreviar para quatro anos o desenvolvimento da bateria, que antes poderia levar dez anos”, explica.
O custo da bateria, segundo ele, será impactado. “Se ela demorava uma década para ficar mais barata, agora precisará de apenas dois anos”, garante.
Segundo o executivo, o preço médio da bateria é de cerca de US$ 110 o quilowatt-hora. No entanto, a IA vai facilitar e agilizar a construção do componente, derrubando  50% de seu valor.
Ao mesmo tempo que ajudará a reduzir custos no aperfeiçoamento de carros elétricos, a inteligência artificial atuará como parceira do motorista para escolher os melhores parâmetros na condução.

“Ninguém consegue dirigir de forma econômica o tempo todo”, acentua Roma. “Dessa forma, a IA vai otimizar o desempenho de carros elétricos e coletar dados de como o ser humano pensa ao volante, levando em conta informações como velocidade, aceleração e consumo de energia.”
A inteligência artificial também terá reflexos na fabricação dos veículos elétricos. Atualmente, os automóveis são montados por partes e, depois de uma pré-montagem, entram em uma linha de montagem única.
Com a ajuda da IA, o formato das peças vão se encaixar em tempos menores, como um verdadeiro lego automotivo. “A tecnologia pesquisará materiais e soluções para deixar o carro mais barato, inclusive na ponta de todo o processo, ou sejam o consumidor final”, acredita Roma.      
A evolução tecnológica não deixará a central multimídia de lado. “Ela fará a leitura do comportamento do motorista, hábitos de condução e como ele está acomodado no banco para, a partir desses elementos, sugerir determinado estilo de música no rádio”, revela.
O diretor de tendências tecnológicas da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Murilo Ortolan, explica que as redes neurais da inteligência artificial funcionam como o cérebro humano e estão presentes desde o início do desenvolvimento do carro elétrico e não apenas na sua utilização. 
“Esses ‘neurônios’ estão conectados entre si e atuam em todos os aspectos do veículo, desde os ajustes dos parâmetros do motor elétrico e da aerodinâmica, até uma gestão de energia mais eficaz, levando a uma autonomia mais ampla e uma vida útil maior da bateria”, relata.
A inteligência artificial deixará a vida do motorista mais tranquila, porque dará todas as informações de serviço de que ele precisa. Durante uma viagem, por exemplo, um automóvel com propulsão híbrida usará o motor a combustão na estrada ao passo que, ao entrar na cidade, ele entenderá as demandas do trânsito, habilitando o modo elétrico e, consequentemente, gerando menos emissões de CO2.
“Quando chegar a hora de recarregar a bateria, o motorista será avisado onde estão os melhores eletropostos e a situação do entorno. Se o local estiver ocupado, o próprio automóvel se incumbe de encontrar um ponto disponível”, expõe Ortolan.
Essa “rede de neurônios” atuará também em favor da segurança dos ocupantes do veículo. O diretor da AEA destaca que a IA poderá alertar sobre acidentes ocorridos bem mais à frente e que o motorista ainda não tem condições de visualizar.
“Nem toda a cadeira automotiva já está adotando a inteligência artificial, porque é uma questão de amadurecimento do setor”, afirma. “Mas ela está entrando em todos os segmentos da economia e na eletrificação veicular não será diferente. Cedo ou tarde, ela poderá explorar todo o potencial de algoritmos e benefícios da IA.”
Com a crescente demanda por soluções eficientes de mobilidade, a inteligência artificial mostra-se fundamental para otimizar o uso das vias e organizar o planejamento urbano. Interessado no assunto, o meio acadêmico vem estudando a nova tecnologia com especial atenção.
Especialistas da FEI (Fundação Educacional Inaciana) destacam que a IA tem condições de modificar a forma como as vias públicas serão projetadas. Outras melhorias são o gerenciamento de fluxo de veículos e do transporte público.

“Graças a técnicas computacionais avançadas, podemos extrair relatórios detalhados que orientam critérios de segurança”, diz Fernando Ribeiro, professor de engenharia civil da FEI. “Essa abordagem identifica potenciais pontos de risco — como áreas propensas a aquaplanagem –, e intervem de maneira proativa, garantindo a segurança dos usuários.”

A professora Leila Bergamasco, coordenadora de ciência da computação da FEI, vai além: “Os algoritmos inteligentes analisam dados em tempo real, ajustando semáforos e sugerindo rotas alternativas para reduzir congestionamentos e tempo de viagem”, afirma.
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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

Sobre o autor

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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