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Inteligência Artificial no Brasil: lideranças da MEI discutem desafios e regulamentação – Agência de Noticias CNI

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A Inteligência Artificial (IA) – com todo o potencial e os desafios que traz para o país – está no centro de discussões técnicas e políticas do governo e do setor produtivo. Nesta sexta-feira (14) em São Paulo, o Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) abordou as prioridades e os impactos do uso da tecnologia na indústria. 
Enquanto especialistas apresentavam às principais lideranças empresariais do país o cenário nacional e internacional da IA, incluindo os modelos de regulamentação; do outro lado do continente, na Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursava na cúpula do G7 sobre a necessidade de governança intergovernamental para uma IA “segura, transparente e emancipadora”. Prova da relevância do debate. 
Durante a reunião da MEI, a advogada especialista da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Christina Aires Dias lembrou que, no ano passado, o G7 aprovou princípios orientadores, e a Organização das Nações Unidas (ONU) criou um conselho consultivo permanente sobre o tema. Em fevereiro deste ano, foi a vez do Fundo Monetário Internacional (FMI), que defendeu que o mundo precisa de duas regulações para crescer: mercado de carbono e IA. 
Para o Brasil, são vários os desafios para alcance das potencialidades da inteligência artificial. Vão desde infraestrutura computacional adequada, com a disponibilidade de dados, algoritmos e software, à formação de recursos humanos – que abrange não só pesquisadores na área, mas a força de trabalho que vai operar a tecnologia. Sem contar a regulação e governança, que exigem coordenação estratégica e política. 
Ao alertar para a corrida por talentos, o diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Américo Pacheco, observou que Estados Unidos, China e Europa já estão facilitando a entrada de pessoal qualificado em IA. O gigante asiático e os EUA lideram, por larga margem, a lista de países mais patentes e com publicações sobre o tema, com o Brasil na 17ª posição. 
“Precisamos de foco, não diluir recursos e ações. Então a proposta é criar polos temáticos para a política industrial e de ciência, tecnologia e inovação. Não só sobre a IA, mas também em biotecnologia, hidrogênio de baixo carbono, vacinas, Amazônia, por exemplo. Nesses clusters articulamos setor privado, universidades, institutos, startups”, listou o representante da Fapesp.
Ele também falou sobre a necessidade de letramento da população sobre a inteligência artificial, que ainda enfrenta resistência e medo. E, com base em um estudo de Stanford, ponderou que a IA teve sim aumento significativo dos investimentos, com ganhos comprovados de eficiência, diminuição de custos e aumento de receitas, mas que o impacto no mercado de trabalho e na produtividade ainda não é expressivo.  
O presidente da CNI, Ricardo Alban, reconheceu que, assim como a internet impulsionou a indústria 4.0 e uma mudança de comportamento com as redes sociais, o mundo terá novos paradigmas com a IA e a computação quântica. E reforçou o papel da Confederação e da MEI. 
“Sobre os clusters que o Carlos Américo citou, temos os Institutos SENAI de Inovação, que já atuam com as empresas; e queremos muito trabalhar com academia. A MEI e os convidados que participam das nossas reuniões são importantes para a reconstrução do país. Precisamos transformar nossas discussões em ações efetivas, em políticas de governo para o desenvolvimento industrial e, consequentemente, o desenvolvimento econômico e social do país”, disse Alban. 
Do ponto de vista da regulamentação, a advogada da CNI Christina Aires listou diferentes modelos para justificar a defesa da Confederação sobre a melhor abordagem: “Aquela que proteja os direitos, seja ética, mas não entrave a regulação e o desenvolvimento”.  
Na União Europeia, a estratégia foi dividir e regular os riscos para proteger as pessoas e o mercado interno. Por exemplo, há riscos inaceitáveis, em que é vedado o uso de sistemas de IA por reconhecer a indispensabilidade de decisão humana, como catalogar pessoas.  
Já, nos Estados Unidos, o foco é evitar excesso regulamentário. Funciona quase como uma autorregulamentação, em que eles têm declaração de princípios a serem seguidos pelas empresas. Enquanto isso, o Reino Unido tem regras pró-inovação, que reconhece os benefícios da IA e faz ponderação diante dos riscos. Além disso, a regulamentação avança junto com os estudos e as práticas, com foco no uso e não na tecnologia. E o Japão vai na mesma linha, de “soft law” para não prejudicar inovação. 
A abordagem com base na análise de risco de cada IA considerando a aplicação da tecnologia está entre as recomendações da força tarefa de transformação digital do B20. Representando o fórum que conecta a comunidade empresarial aos governos do G20, Daniel Moraes, diretor de Inovação e TI da Tupy, destacou o poder transformador da tecnologia. Ele detalhou as recomendações que devem ser apresentadas pela força-tarefa: 
1ª Inclusão digital: ampliação e uso da infraestrutura de TIC; desenvolvimento de competências digitais; e transformação digital de micro, pequenas e médias empresas; 
2º Cibersegurança e dados: cooperação multilateral para melhorar a ação de proteção cibernética internacional e operacionalização do Fluxo Livre de Dados com Confiança (Data free flow with trust); 
3º Inteligência Artificial: colaboração internacional; e ampliar modelos de abordagem baseada em riscos para o desenvolvimento, implantação e governança responsáveis de IA. 
Representando o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, os secretários Márcio Elias Rosa e Uallace Moreira reconheceram a importância do aprofundamento do debate da IA e do fomento à inovação e pesquisa.  
“O ecossistema de inovação é formado por empresas, governos e institutos de pesquisa, entendendo a demanda do setor produtivo e as rotas tecnológicas. Precisamos diversificar as cadeias produtivas. Nesse processo de neoindustrialização, nosso objetivo não é necessariamente é aumentar participação da indústria no PIB brasileiro, mas intensificar a complexidade tecnológica para maior competitividade e inserção internacional. É o amadurecimento tecnológico primeiro”, argumentou o secretário Uallace Moreira. 
Ao abrir a reunião, o coordenador da MEI, Pedro Wongtschowski, apresentou novidades. “Teremos dois novos Grupos de Trabalho, o de Inteligência Artificial e o de Transformação Energética. Também estamos reformulando e expandindo os Diálogos da MEI. A ideia é regionalizar, fazer em diferentes lugares do Brasil, com enfoque temático ou setorial e incluindo imersões e visitas a organizações de referência”, antecipou. Segundo ele, a MEI também terá profissionais da CNI dedicados à geração de oportunidades de inovação entre empresas. 
Da Agência de Notícias da Indústria
Foto: Iano Andrade/CNI
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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

Sobre o autor

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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