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Inteligência Artificial na educação: benefícios e desafios – Educacional

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InicialBlog do EducacionalTecnologia EducacionalInteligência Artificial na educação: benefícios e desafios
Tempo de leitura:18 minutos
A Inteligência Artificial (IA), em especial a IA generativa, está se popularizando rapidamente e transformando diversas áreas da sociedade, inclusive a educação. Quais são os benefícios e os riscos da Inteligência Artificial na educação?
O trabalho dos professores e dos gestores escolares está ameaçado? Como os estudantes devem utilizar ferramentas como o ChatGPT (se é que devem)?
Vamos responder essas e outras questões ao longo deste artigo. Leia até o final para ficar por dentro deste assunto, que é um dos mais falados em 2024. 
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Nas palavras do cientista de computação que criou o termo, John McCarthy, Inteligência Artificial é “a ciência e engenharia de produzir sistemas inteligentes”. Embora a ideia que John McCarthy tinha de IA em 1962, quando criou esse ramo da computação, possa estar aquém do que ela se tornou hoje, o conceito continua o mesmo.
É a tecnologia empregada para fazer máquinas se comportarem como humanos na realização de atividades manuais, tomada de decisões, compreensão de dados e até a criação de conteúdo (inovação mais recente).
E como tudo isso é possível? Simplificando, as máquinas são munidas de dados e programadas para aprender com eles, dividindo as informações em camadas e reconhecendo padrões.
Com o passar dos anos, a Inteligência Artificial foi evoluindo, dando origem a vários tipos de IA. Dentre elas, podemos destacar:
Se, por um lado, a Inteligência Artificial tem trazido melhorias para o processo educacional, por outro ela também traz riscos e desafios para as escolas.
Segundo o educador e mestre em Informática Roger Finger, a Inteligência Artificial pode ajudar o professor a elaborar questões, fazer o planejamento de aulas e avaliar o desempenho dos estudantes.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que:
Para o aluno, a IA facilita a pesquisa e a aquisição de conhecimento. Mas isso não significa substituição do papel do professor. Muito pelo contrário: ensinar os alunos a lidar com essa tecnologia é mais uma tarefa do docente na atualidade.
Hoje, o papel do professor não é de mero transmissor de informações, e sim de mediador e apoiador no processo de aprendizagem. 
Da mesma forma, a atribuição da escola, no que tange à formação dos estudantes,  é muito mais complexa que o fornecimento de conhecimento técnico. Ela deve desenvolver o raciocínio lógico, a empatia, a ética e o senso crítico.
Continue a leitura para compreender todos os benefícios e riscos gerados pela Inteligência Artificial na educação.
Confira abaixo as melhorias proporcionadas pela Inteligência Artificial na educação:
A Inteligência Artificial colabora para a personalização do ensino. As plataformas de aprendizagem adaptativa, por exemplo, coletam dados do usuário para adaptar o conteúdo ao ritmo e nível de proficiência dele, criando uma jornada de aprendizagem única.
“Certamente a personalização do ensino é um dos principais benefícios, permitindo que os estudantes possam aprender no seu próprio ritmo e de acordo com suas necessidades individuais. Além disso, a IA pode auxiliar na identificação de problemas de aprendizagem dos estudantes, possibilitando que os professores possam oferecer suporte e intervenções específicas”, escreveu o cientista da Educação João Fernando Costa Júnior.
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A IA generativa facilitou ainda mais o processo de pesquisa dos estudantes. O que antes exigia uma visita demorada à biblioteca e depois uma leitura de minutos em alguns sites da Internet, hoje pode ser resolvido em poucos segundos depois de uma pergunta ao ChatGPT.
“A diferença entre essa ferramenta e as outras que vieram antes é que ela entrega tudo muito mastigado”, explicou Roger. “Ela vai ser uma ferramenta de trabalho e estudo. Teremos que aprender a usar, mas também entender que ela não é perfeita”.
Outra mudança que a IA trouxe para a educação, assim como outras tecnologias digitais, foi a oportunidade de aprender em qualquer lugar e em qualquer momento. 
Embora a informação não seja sinônimo de conhecimento, com certeza ela é uma integrante importante desse processo. E, com essas ferramentas em mãos, fica muito mais fácil aprender sobre vários assuntos – desde curiosidades e fatos históricos até pensamentos predominantes de uma escola filosófica.
Outra vantagem da Inteligência Artificial na educação é a conexão facilitada com outras culturas e idiomas. 
Os novos sistemas de tradução baseados em IA estão conseguindo produzir resultados mais precisos, o que permite o acesso a literaturas estrangeiras e a comunicação em tempo real com estudantes e profissionais de outros países. 
O processo de avaliação escolar também é beneficiado com a Inteligência Artificial. As plataformas escolares coletam dados de aprendizagem dos estudantes por meio de atividades, leituras e testes online. 
O sistema não só dispensa a correção manual das avaliações como também gera feedback automático para os alunos e relatório de resultados para os professores e gestores da escola. 
“A inteligência artificial pode ser utilizada para reduzir os custos do ensino através da automação de processos de avaliação. Isso pode incluir a correção automática de provas e a análise de trabalhos escritos, reduzindo a carga de trabalho dos professores e melhorando a eficiência do processo de avaliação”, explicou João Fernando. 
Relacionado ao último tópico, a Inteligência Artificial na educação favorece o Learning Analytics. Isso porque as plataformas educacionais coletam, analisam e apresentam em dashboards intuitivos diversos dados sobre os estudantes, como:
Ter clareza sobre essas informações auxilia a escola no acompanhamento pedagógico e no combate à evasão.
“A análise de dados de desempenho e comportamento dos estudantes pode ajudar a identificar alunos que estão em risco de abandonar o curso ou que estão enfrentando dificuldades específicas, permitindo que a instituição ofereça suporte personalizado e intervenções mais eficazes”, indicou João Fernando.
Agora, veja abaixo os principais desafios desencadeados pela Inteligência Artificial na educação:
Em geral, as ferramentas de IA generativa não citam as fontes dos seus dados. Por isso, ao utilizar textos ou imagens geradas por essas ferramentas, o usuário pode facilmente cometer um plágio.
Em 2023, no Reino Unido, pelo menos 146 universitários tiveram seus exames zerados após detecção de plágio nos trabalhos acadêmicos, devido ao uso do ChatGPT.
É importante lembrar que plágio é a cópia integral ou parcial de uma obra, de forma direta ou indireta. Trata-se de uma prática criminosa, conforme a Lei Nº 9.610.
Para evitar essa conduta, os alunos devem perguntar às ferramentas de IA quais foram as fontes usadas (ou pesquisá-las manualmente) e depois citá-las em seus trabalhos. Quanto às imagens, é necessário informar, na legenda, que elas foram geradas por IA.
Já o professor precisa conscientizar os estudantes sobre o plágio, orientá-los quanto à maneira correta de citar autores e usar ferramentas de detecção de plágio.
As ferramentas de pesquisa alimentadas por IA geram textos baseados em seus bancos de dados. Elas são treinadas para emitir respostas verossímeis, que reúnam elementos frequentemente citados por diversas fontes. Porém, nem sempre essas informações são verdadeiras.
O próprio ChatGPT, em sua tela inicial, alerta o usuário sobre isso: “ Cheque seus fatos. Embora tenhamos garantias, o ChatGPT pode fornecer informações imprecisas”.
Já os softwares geradores de imagem facilitam a propagação de imagens falsas, como aconteceu com a foto do Papa Francisco, vestindo um casaco branco, e a do Donald Trump, sendo perseguido por policiais – ambas mundialmente disseminadas.
Por isso, é necessário ensinar as crianças a checarem as informações em fontes confiáveis e reconhecerem imagens falsas com algumas técnicas específicas. Os estudantes precisam desenvolver o senso crítico para avaliar esses conteúdos gerados por Inteligência Artificial.
A Unesco alertou que o uso intensivo de tecnologias digitais (incluindo a Inteligência Artificial) pode agravar a desigualdade na educação: 
“Grupos desfavorecidos possuem menos aparelhos, estão menos conectados à internet e têm menos recursos em casa. O custo de boa parte das tecnologias está diminuindo rapidamente, mas ainda é muito elevado para alguns. Núcleos residenciais com melhores condições podem adquirir tecnologia primeiro, o que lhes dá mais vantagens e aumenta as disparidades”, afirmou o Relatório de Monitoramento Global da Educação 2023.
Como a maioria das ferramentas de Inteligência Artificial só funcionam online, a falta de conexão à Internet é um grande desafio. Além disso, nem todos os estudantes possuem dispositivos (celulares, notebooks ou tablets) e habilidades digitais para acessar a tecnologia. 
Há também o risco de os estudantes se acostumarem demais com as ferramentas de Inteligência Artificial e dependerem exclusivamente delas. Como consequência, podem ser prejudicadas a criatividade, a originalidade de pensamento, a autonomia e a interação com outras pessoas.
A curiosidade e a vontade de estudar, descobrir e explorar são essenciais para a aprendizagem. Os especialistas temem que o uso excessivo da Inteligência Artificial possa enfraquecer esses estímulos, deixando os alunos mais passivos. 
“As inteligências artificiais generativas, aquelas que geram texto e imagem, podem enganar muito facilmente e trazer um certo sentimento de preguiça no desenvolvimento educacional. Então, por que você vai ler um texto se você pedir para a IA resumir aquilo para você?”, questionou a pesquisadora Tainá Aguiar Junquilho, em entrevista à Folha de São Paulo. 
Associada a essa dependência excessiva, o uso intensivo da Inteligência Artificial pode levar a uma aprendizagem mecânica, marcada por repetições e reprodução de textos, sem reflexão aprofundada sobre o assunto.
Como explicou o professor Marco Antonio Moreira, no IV Encontro Internacional sobre Aprendizagem Significativa, a aprendizagem significativa só acontece quando o aluno é capaz de explicar um novo conhecimento com suas próprias palavras e mostra um esforço deliberado para aprender, tanto cognitiva quanto afetivamente.
Essas duas atitudes são colocadas em risco quando o estudante manipula ferramentas de Inteligência Artificial generativa de forma passiva e automática.
Os conteúdos gerados por Inteligência Artificial frequentemente reproduzem preconceitos discriminatórios. 
Um teste realizado pelo Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça, do Senado Federal, mostrou que mais de 77% dos resultados de busca na Internet por “homem foto” eram imagens de pessoas brancas. Na pesquisa por “mulher foto”, a porcentagem aumentou para 92%.
“O algoritmo, a inteligência artificial por trás dos mecanismos de busca, apresentam como “homem padrão” e “mulher padrão” o “homem jovem branco europeu” e a “mulher jovem branca europeia”, reforçando, neste exemplo, o racismo estrutural”, escreveu Devair Sebastião Nunes, coordenador de grupo do trabalho do comitê.
“Quando falamos de um sistema que é treinado por dados, precisamos entender que esses dados já possuem vieses, uma vez que são formados por informações existentes em diferentes espaços. Essas informações, muitas vezes, já são carregadas de preconceito. A desigualdade já existe nos dados. A IA só vai reproduzir esses preconceitos e desigualdades”, explicou o cientista político  Marcio Black em painel da Conferência Ethos 2023.
Outro risco é a violação da privacidade dos estudantes e educadores. Os dados coletados e analisados pela Inteligência Artificial podem incluir informações pessoais como endereço, histórico de compras e histórico de navegação.
Segundo o Relatório de Monitoramento Global da Educação 2023, 89% dos 163 produtos de tecnologia educacional recomendados para a aprendizagem das crianças durante a pandemia da Covid-19 tinham a capacidade de monitorar ou monitoravam as crianças fora do horário escolar ou dos ambientes educacionais. 
Além disso, 39 dos 42 governos que ofertaram educação online durante a pandemia promoveram usos que arriscaram ou infringiram os direitos de privacidade das crianças. 
Para evitar esse cenário, os usuários precisam tomar cuidado com as informações que compartilham, fornecendo dados apenas para instituições de confiança. 
Somado a isso, a escola deve orientar os estudantes e profissionais sobre as boas práticas de segurança na Internet e selecionar tecnologias educacionais que respeitem a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Conheça a Política de Privacidade do Educacional.
Adaptada às necessidades, estilos de aprendizagem, objetivos e características de cada estudante, em oposição à educação em massa tradicional. 
Aberta a processos criativos e autorais que evidenciam as habilidades artísticas, as heranças culturais e os aspectos subjetivos de cada estudante, em contramão à generalização do conhecimento.
Dedicada a formar indivíduos éticos, responsáveis, empáticos, colaborativos, solidários e proativos, a fim de utilizar o conhecimento científico em prol do bem-estar social.
Atenta às informações falsas e aos conteúdos enganosos obtidos por meio da Inteligência Artificial. 
Respeitar a privacidade dos usuários e seguir os padrões de segurança e proteção de dados.
No fornecimento de feedback para os estudantes, na comunicação com os pais e responsáveis, na gestão administrativa e pedagógica da escola.
Proporcionar aprendizagens de robótica, programação, pensamento computacional, informática, cultura digital e direitos digitais. Ensinar os estudantes a utilizarem, compreenderem e criarem tecnologias digitais.
A Inteligência Artificial está presente em várias tecnologias, sendo que algumas delas já fazem parte do nosso dia a dia há muito tempo. Por exemplo, as redes sociais, os serviços de e-mail, as plataformas de streaming e o reconhecimento facial.
Veja abaixo algumas ferramentas que podem ser utilizadas para fins pedagógicos:
Como mencionamos anteriormente, o ChatGPT pode ser incorporado no processo de pesquisa para obter informações rápidas sobre um tema ou receber referências de fontes. Além disso, a ferramenta é muito útil para:
Saiba mais sobre os desafios e oportunidades do ChatGPT assistindo ao vídeo abaixo:
Os aplicativos de rota também utilizam Inteligência Artificial para calcular o tempo de viagem, identificar engarrafamentos e sugerir caminhos alternativos. Essa ferramenta pode enriquecer as aulas de Física e Matemática em exercícios de velocidade e distância.
Na aula de Geografia, por meio dos recursos de vista panorâmica em 360º, a turma pode fazer um tour virtual em outros países ou regiões. Assim, os alunos conseguem explorar um relevo ou bioma inexistente no local em que eles moram de uma forma muito mais imersiva. 
O Aprimora é a plataforma adaptativa do Educacional que utiliza Inteligência Artificial (generativa e discriminativa).
Ela coleta dados  sobre o aluno, como o seu progresso em atividades e o nível de acerto em perguntas. Depois, ela personaliza os conteúdos, de acordo com as necessidades do estudante. 
Além disso, a plataforma possui uma tutora virtual – a Maria – que interage com o aluno respondendo dúvidas pontuais e orientando-o na jornada de aprendizagem.
A Maria tem o objetivo de encorajar o usuário a continuar estudando. Ela indica conteúdos didáticos e ajuda o aluno a navegar pela ferramenta.
Tenha acesso ao Aprimora e outras plataformas digitais no Hub Educacional.
Outro tipo de plataforma educacional é a plataforma de gestão escolar. 
Diferentemente da plataforma de aprendizagem, essa tecnologia utiliza Inteligência Artificial para criar avaliações, gerar relatórios escolares, organizar documentos e ajudar na administração financeira.
Veja abaixo como sua instituição pode ter acesso a essa tecnologia.
O Hub Educacional é uma plataforma educacional completa que reúne mais de 30 soluções tecnológicas, da área pedagógica à gestão escolar, incluindo o Aprimora.
Nela, você tem acesso a várias plataformas de aprendizagem, plataformas de gestão escolar e outras tecnologias educacionais, em um único ambiente digital, com um só login e senha. 
Assim, sua escola pode criar seu próprio ecossistema digital e acessá-lo de forma rápida e simples. O Hub Educacional é totalmente integrável com outros sistemas acadêmicos.Quer aproveitar os benefícios da Inteligência Artificial na educação? Entre em contato com um dos consultores do Educacional e obtenha mais informações sobre o Hub Educacional.
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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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