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Inteligência Artificial faz “ficção científica” se tornar realidade no meio rural – Sistema FAEP/SENAR-PR

#199 Alerta contra incêndios no meio rural – 17/06/24
#196 Mobilização pela segurança no campo – 27/05/24
#194 Campo Futuro levanta custos de produção – 13/05/24
#193 Medidas de socorro ao leite – 06/05/24
#192 Ideathon: metodologia aprovada na Lapa – 29/04/24
#191 Primeiro Ideathon do Sistema FAEP/SENAR-PR na Lapa – 22/04/24
#190 Projeto Sindicato Protagonista – 15/04/24
#189 Concurso Café Qualidade Paraná 2024 – 08/04/23
#188 Pesquisa mostra insatisfação com energia rural – 01/04/23
#187 Ideathon do Sistema FAEP/SENAR-PR – 25/03/24
#186 Melhorias na energia elétrica rural – 18/03/24
#185 Cursos de drone nos CTA’s – 11/03/24
#184 Queijos do Paraná ganham evidência – 04/03/24
#183 FAEP acompanha CADECs do tabaco – 26/02/24
#182 Parcerias turbinam cursos do SENAR-PR – 19/02/24
#181 Safra de soja tem quebra e menos seguro – 05/02/24
#180 Destinação correta de resíduos – 29/01/24
#179 2023: exportações do agro crescem 40% no PR – 22/01/24
#178 Custos de produção de aves e suínos – 15/01/24
#177 Inspeção de máquinas – 18/12/23
#176 Inscrição no CAR e adesão ao PRA – 11/12/23
#175 Programa Agropecuária 2030 – 04/12/23
#174 Prêmio Queijos do Paraná: confirmada edição 2025 – 27/11/23
#173 Encontro Estadual de Líderes Rurais – 20/11/23
#172 Renegociação de dívidas após excesso de chuva – 13/11/23
#171 Perdas por causa do excesso de chuvas – 06/11/23
#170 Encerramento do Agrinho 2023 – 23/10/23
#169 Congresso Nacional de Mulheres Agro – 16/10/23
#168 Crise no setor lácteo – 09/10/23
#167 Inspiração para o Prêmio Queijos do Paraná – 02/10/23
#166 Mais tecnologia nos colégios agrícolas – 25/09/23
#165 Material didático 2024 Agrinho – 18/09/23
#164 Viagem técnica: 3º grupo em Israel – 11/09/23
#163 Agrohackathon: fase regional – 04/09/2023
#162 Concessão do lote 1 das rodovias – 28/08/2023
#161 VTN: prazo para declarar vai até 29 de setembro – 21/08/23
#160 Agrohackathon: últimos dias de inscrição – 14/08/23
#159 Seminário de grãos sustentáveis – 07/08/23
#158 Novos cursos de avicultura – 31/07/23
#157 Custos de produção da suinocultura – 24/07/23
#156 Novo calendário da soja – 17/07/23
#155 Influenza Aviária – 10/07/23
#154 Drones nas áreas agrícolas – 03/07/23
#152 Crise na suinocultura – 19/06/23
#151 Encontro Regional de Líderes Rurais – 12/06/23
#150 Programa Agrinho 2023 – 05/06/23
#149 Prêmio Queijos do Paraná – encerramento – 22/05/23
#148 Agrohackathon 2023 – 22/05/23
#147 – Campo & Cia | Viagem técnica para Israel – 15/05/23
#146 Safra recorde do Paraná – 08/05/23
#145 Exportações de aves no Paraná – 24/04/23
#144 Programa Agrinho 2023 – 17/04/2023
#143 Programa de Capacitação em ILPF – 10/04/2023
#142 Programa de Sustentabilidade Sindical – 03/04/2023
#141 Prêmio Queijos do Paraná – 27/03/2023
#140 Seguro Rural – 20/03/2023
#139 Influenza Aviária – 13/03/23
#138 Como guardar sementes salvas – 06/03/23
#137 Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2023/24 – 28/02/23
#136 Prêmio Queijos do Paraná – 13/02/23
#135 Comissão Estadual de Mulheres– 06/02/23
#134 Prêmio Queijos do Paraná – 27/01/23
#133 Novas regras sementes salvas – 23/01/23
#132 Cursos EAD do SENAR-PR – 16/01/23
#131 Custos de produção suinocultura e avicultura – 19/12/22
#130 Mudança no zoneamento agrícola – 12/12/22
#129 O valor da terra no Paraná – 24/05/24
#128 O agro nas salas de aula – 10/05/24
#127 As contribuições do SENAR-PR à avicultura paranaense – 26/04/24
#126 Ideathon: competição de ideias – 15/04/24
#125 Entraves para o crescimento do agro – 27/03/24
#124 Liderança para a sustentabilidade do sistema sindical rural – 14/03/24
#123 Apagão: falta de energia causa mortes de animais no campo – 23/02/24
#122 A ameaça da tilápia do Vietnã – 01/02/24
#121 Encontro de lideranças rurais – 08/12/23
#120 38 anos da revista da FAEP – 17/11/23
#119 Encerramento do Agrinho 2023 – 07/11/23
#118 Produtor de leite enfrenta crise sem precedentes no Paraná – 20/10/23
#117 Tecnologia no pódio – 06/10/23
#116 O SENAR-PR nos Colégios Agrícolas – 25/09/23
#115 Sem dinheiro para o seguro rural – 11/09/23
#114 Os municípios com VBP bilionário do PR – 25/08/23
#113 Certificação orgânica – 11/08/23
#112 Agrohackathon 2023 – 28/07/23
#111 Agrinho chega aos Colégios Agrícolas – 14/07/23
#109 As pautas ambientais no Congresso Nacional – 19/06/23
#108 – Prêmio Queijos do Paraná: vitrine e qualidade – 02/06/23
#107 Sem condições para escoar a safra paranaense – 25/05/23
#106 Israel e o desafio da água – 15/05/23
#105 A sanidade já foi, agora falta o mercado – 02/05/23
#104 Retomada da viticultura no PR e encontro de mulheres – 18/04/23
#103 Produção Integrada – 04/04/2023
#102 Alimentos Orgânicos no Paraná – 17/03/23
#101 Selos que abrem mercados – 03/03/23
#100 Divergência no Pedágio e Safra Recorde – 17/02/23
#99 Sementes salvas e o seguro rural – 03/02/23
#98 Custos de produção de aves e suínos – 05/01/23
#97 A festa do campo na cidade – 15/12/22
#96 Liderança e representação – 25/11/22
#95 A festa do Agrinho – 11/11/22
#94 Profissões do futuro no agro – 21/10/22
#143 Edital operação de empilhadeira – 16/01/24
#142 Custos da suinocultura – 16/01/24
#141 Podcast do Sistema – 09/01/24
#140 APP Sistema FAEP – 09/01/24
#139 Custos da avicultura – 09/01/24
#138 Prorrogação do plantio de soja – 19/12/23
#137 Limpeza de máquinas – 13/12/23
#136 Parceria com o Deppen – 05/12/23
#135 Cultivo de mandioca – 21/11/23
#134 Segurança do trabalho – 14/11/23
#133 Umidade da soja – 07/11/23
#132 Encontro de líderes – 01/11/23
#131 Ferrugem asiática – 24/10/23
#130 Alimentos sem glúten – 17/10/23
#129 Aplicativo do produtor – 18/10/23
#128 Manipulação de alimentos – 03/10/23
#127 Materiais do Agrinho – 26/09/23
Declaração do ITR – 19/09/23
#125 Renegociação de dívidas – 12/09/23
#124 Seguro para grãos – 05/09/23
#123 Custos da avicultura – 29/08/2023
#117 Custos da suinocultura – 18/07/2023
#114 CCIR – 27/06/2023
#113 Garantia de preços – 21/06/2023
#112 Atualização de rebanhos – 13/06/2023Description
#111 Agrohackathon – 06/06/2023Description
#110 Líderes Rurais – 30/05/2023
#109 Mandioca – 23-05/2023Description
108# Atualização de rebanhos – 14/05/2023
107# MID Morango – 02/05/2023
106# Incêndios Florestais – 25/04/2023
#105 Rede CEM – 02/05/23
#104 Lançamento do Agrinho – 18/04/2023
#103 Instrutores para avicultura – 11/04/2023
#102 Cartilha de Bovinocultura de Leite – 4/04/2023
#101 Instrutores para avicultura – 28/03/2023
#100 Queijos do Paraná – 21/03/2023
#99 Curso de seguro rural – 21/03/2023
#98 Sementes Salvas – 14/03/2023
#97 Sementes Salvas – 07/03/2023
#96 Prorrogação da DAP – 28/02/2023
#95 Prêmio Queijos do Paraná – 21/02/2023
#94 CIBiogás – 15/02/23
#93 Sugestões para o Plano Safra – 31/01/23
#92 Previsões Climáticas – 24/01/23
#91 Funrural -17/01/23
#90 Ampliação de EAD – 10/01/23
#89 Cursos de capacitação – 03/01/23
#88 Custos da avicultura – 27/12/22
#87 Custos da suinocultura -20/12/22
Com avanço da ferramenta “sensação do momento”, agricultura digital caminha para promover uma nova revolução na produção agropecuária
Um veículo movido à energia solar, abastecido com herbicidas, se move por georreferenciamento aplicando a calda direcionada apenas às ervas daninhas, detectadas automaticamente. Em vez de aplicar inseticidas, a mesma fazenda usa um equipamento com iscas luminosas que atraem e eliminam insetos-praga. Tudo isso sem o produtor mover um dedo. Até pouco tempo atrás, uma cena como essa só poderia ser coisa de imaginação futurista. Mas, em 2024, tudo isso já está não só viável tecnologicamente, como disponível no mercado e gerando lucro nas lavouras. E o segredo para transformar “ficção científica” em realidade está em uma ferramenta que é a sensação do momento: Inteligência Artificial (IA).
“A inovação tecnológica tem ocorrido em uma velocidade impressionante”, aponta Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR. “Temos que responder a toda essa evolução tecnológica nesse mesmo ritmo, para que possamos aumentar a eficiência produtiva, reduzindo custos de produção. Só assim para continuarmos firmes na missão de alimentar o mundo, cuja população segue em ritmo forte de expansão e vai demandar ainda mais produção agropecuária nas próximas décadas”, completa Meneguette.
Para chegar até o campo, as empresas têm investido cifras bilionárias no desenvolvimento de novos produtos e ferramentas. As grandes organizações envolvidas no agronegócio estão direta ou indiretamente apostando em projetos que envolvem agricultura digital e uso de Inteligência Artificial. Tendência que também tem transbordado para outras áreas da sociedade, com produtos como ChatGPT, Midjourney e dezenas de outros que surgem a cada dia e interferem no dia a dia de todos os setores, incluindo o agronegócio.
“A Inteligência Artificial chegou para virar o jogo. Antes, o produtor até tinha acesso aos dados, mas precisava de um profissional para fazer a análise. Agora, a própria IA, a partir de bancos de dados gigantescos, é capaz de tomar a decisão correta. Essa é a grande chave”, diz Heli Heros Teodoro de Assunção, técnico do Departamento Técnico (Detec) do Sistema FAEP/SENAR-PR.
Para Assunção e para outros especialistas ouvidos na reportagem, a IA representa uma nova fase na revolução digital no campo. Se ao longo da última década as propriedades rurais se acostumaram a ferramentas como drones, pilotos-automáticos e georreferenciamento, agora é possível ter análises em tempo real e, o mais importante, os sistemas definem o que fazer com esses dados na hora.
Tecnologia que permite a softwares e máquinas serem capazes de imitar a resolução de problemas e tomadas de decisão da mente humana, o uso da Inteligência Artificial, com o passar do tempo, vai se aprimorando e ficando cada vez mais refinado. Um exemplo disso é o que acontece com a empresa Solinftec, que disponibiliza IA em seus produtos e serviços desde 2018.
Tudo começou com uma tecnologia chamada Alice (semelhante a uma Alexa, IA comercializada pela Amazon), na qual o produtor dava comandos de voz e a ferramenta respondia condensando dados sobre o plantio, a previsão do tempo, entre outros. Agora, a IA vai além, automatizando e otimizando o manejo de lavouras, como de cana-de-açúcar e de soja por meio de veículos autônomos movidos a energia solar, capazes até mesmo de pulverizar defensivos agrícolas.
“Com a experiência da Alice, com a análise de milhares de dados, nós resolvemos ir para o caminho da IA e robótica. Hoje, já temos um robô que ‘mora’ no campo, faz o papel de sentinela da lavoura, realizando a identificação de ervas daninhas e aplicação de herbicida somente nessas plantas-alvo de forma automática”, detalha Henrique Nomura, diretor de tecnologia na Solinftec.
Cada robô consegue monitorar até 200 hectares, passando pelo mesmo local a cada sete dias. A redução no uso de herbicidas, com os 50 robôs que estão em funcionamento no Brasil e no mundo, foi da ordem de 90%. Além disso, um efeito indireto da aplicação direcionada a ervas daninhas é que com menos herbicida, a soja tem uma resposta produtiva melhor, por não ter contato com os produtos químicos. “Conseguimos resultados de incremento de até 10 sacas de soja por hectare na média de produção, com o uso da nossa tecnologia”, celebra Nomura.
A Inteligência Artificial também já chegou às etapas posteriores à lavoura. A Tbit – empresa sediada em Lavras, Minas Gerais, que atua há mais de 15 anos no setor – desenvolveu um sistema que faz a classificação de grãos de soja de forma automatizada, praticamente em tempo real. Batizado de Soy GroundEye, o conjunto é capaz de analisar os grãos de forma técnica, emitindo um laudo detalhado em menos de dois minutos.
Funciona assim: uma amostra de grãos é colocada em um compartimento da máquina. O sistema, então, faz uma “leitura” em 360º das características dos grãos, analisando a qualidade de cada um, a partir da IA. Se o laudo apontar, por exemplo, que 2% da amostra corresponde a ardidos, a máquina identifica esses grãos. O equipamento faz, em média, 250 análises por dia. “É possível ver os defeitos de cada um, inclusive localizá-los na bandeja. Se tiver dúvida, dá para abrir o compartimento e pegar o grão em questão, para avaliar manualmente”, diz Igor Chaulfoun, CEO da Tbit.
O desenvolvimento do sistema levou mais de seis anos, sendo dois só para treinar” o algoritmo. Para isso, a empresa fechou parceria com uma trader para utilizar os bancos de dados de imagens de soja provenientes de todas as regiões do Brasil. Foram utilizadas cerca de 3 milhões de imagens de grãos, que ajudaram a máquina a entender os padrões, levando em conta os requisitos da Instrução Normativa (IN) 11/2007, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece os parâmetros para a classificação de oleaginosa.
O conjunto está operando de forma apenas experimental em algumas traders, já que a IN 11/2007 determina que a classificação de grãos seja feita por uma pessoa. Essa realidade, no entanto, deve ser revertida em breve. O setor produtivo e as empresas que processam e exportam soja têm interesse na digitalização do processo. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por exemplo, já se posicionou favoravelmente à regulamentação das tecnologias fundamentadas em IA e aos testes com sistemas-piloto.
A IA também tem tido usos na pecuária. A Associação Paranaense dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), em parceria com a GenMate, por exemplo, disponibiliza o serviço Smartgen$$. Com a ferramenta, os bovinocultores de leite conseguem prever os acasalamentos e antecipar os resultados genéticos do rebanho usando IA. Essa predição é realizada a partir de informações do pedigree (pai, avô materno e bisavô materno), sem a necessidade de coleta de material genético ou usando dados prévios da genotipagem.
“A predição do melhoramento genético é uma ferramenta moderna, eficiente e ágil que ajuda produtores e técnicos a tomarem decisões quanto à seleção de animais para fazer genotipagem, se é favorável usar sêmen sexado, touros de corte e/ou descarte voluntário. Além disso, o serviço traz a possibilidade da predição de animais que ainda irão nascer e a redução de até 80% dos custos, quando comparado com a genotipagem tradicional”, enumera o superintendente da APCBRH, Altair Antonio Valloto.
Segundo o gerente operacional da GenMate, Fernando Jean Dijkinga, o novo serviço usa dados robustos e com isenção de viés, pensando no que realmente é melhor para cada produtor. “Com a Inteligência Artificial, é possível direcionar uma estratégia de mais saúde, conformação, ranking de animais, fazer acasalamento com empresas específicas, touros de associados, uma série de benefícios e com um alto índice de assertividade. É a mesma estrutura que se usa para carros autônomos e também no ChatGPT, mas nós usamos com dados de pedigree e valores genéticos”, resume.
Segundo Assunção, do Sistema FAEP/SENAR-PR, esses exemplos representam uma nova fase na revolução digital no campo. Por isso, a entidade tem apostado na difusão desses conceitos entre os produtores, trabalhadores rurais e estudantes, que futuramente estarão prestando serviços de assistência técnicas dentro da propriedade.
“Nos colégios agrícolas, ofertamos um módulo de Agricultura de Precisão, dentro do Programa Agropecuária 2030. Os instrutores já trabalham todas as possibilidades da IA. O aluno não precisa saber fazer um tratamento de imagens, mas sabe que tem plataformas que fazem isso, em tempo real”, aponta Assunção. “Nos cursos do Sistema FAEP/SENAR-PR também temos um módulo de Agricultura de Precisão”, reforça.
Apesar de a Inteligência Artificial estar em evidência com novos lançamentos de produtos e serviços, sua história já tem décadas, com o primeiro modelo computacional para redes neurais tendo surgido em 1943. Já o termo “Inteligência Artificial” foi usado pela primeira vez em 1956, por John McCarthy. Apesar disso, a IA ganhou maior relevância nos últimos anos, com a evolução da tecnologia e os grandes volumes de informação a serem processados. Isso vem conquistando espaço no Paraná.
Entre as iniciativas da aplicação de IA no agro do Paraná, desde 2020, está em funcionamento o Centro de Inteligência Artificial no Agro (CIA Agro), com sede em Londrina, reunindo profissionais da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação ABC, da qual o Sistema FAEP/SENAR-PR é um dos apoiadores.
“O interesse em se aplicar técnicas de inteligências artificiais no agronegócio vem em uma caminhada consistente, sobretudo no nosso Estado, que é um case nessa área. Então, a nossa ideia foi juntar a potencialidade enorme de produção agropecuária e aplicar novas tecnologias, incluindo a Inteligência Artificial, para propor soluções”, explica Daniel dos Santos Kaster, da área de Ciência da Computação e um dos coordenadores do CIA Agro, na frente de tecnologia.
O grupo de pesquisa trabalha com bolsistas e, atualmente, conta com oito projetos em andamento, com subprojetos desde os níveis de iniciação científica até estudos de pós-graduação.
Formatamos o CIA Agro com uma característica própria desses projetos, que necessitam de múltiplas áreas de conhecimento envolvidas
Um dos projetos em andamento envolve a Rede Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), integrante da Rede Paranaense de Agropesquisa, que tem o Sistema FAEP/SENAR-PR como apoiador. “Queremos aproveitar essa geração de dados da Rede, porque a Inteligência Artificial depende disso para atingir resultados. Como esse estudo envolvendo a cigarrinha tem uma coleta de dados robusta, estamos entrando nessa parceria para trabalhar melhor essas informações e investir em possíveis soluções ao problema”, explica Canteri.
Outra frente de agropesquisa que também tem contribuição de estudos do CIA Agro envolve o monitoramento de esporos do fungo (Phakopsora pachyrhizi), que causa a doença ferrugem asiática na soja. Um protótipo que usa Inteligência Artificial analisa as lâminas dos coletores de esporos espalhados pelo Paraná e, além de agilizar o trabalho, também promove maior assertividade. “A IA libera o tempo dos pesquisadores para, em vez de fazer digitação de dados, focarem em outra atividade. Não é substituir o ser humano, mas liberar a mão de obra humana de tarefas maçantes”, aponta Canteri.
Para auxiliar no upgrade de profissionais que querem adentrar no mundo da IA, as universidades têm corrido para oferecer formações na área. Neste ano, a UEL abriu o curso de graduação “Ciência de Dados e Inteligência Artificial”, cujas aulas começam no segundo semestre. A ideia é fomentar a formação de recursos humanos com capacidade para extrair informações relevantes de grandes volumes de dados, fazendo uso intensivo de técnicas avançadas de computação para coleta, integração, preparação e análise de dados, concepção e modelagem de soluções, entre outros temas.
Em Curitiba, a PUCPR já está na segunda turma da pós-graduação “Agricultura Digital: Inteligência Artificial e Big Data aplicada no Campo”. “Temos percebido uma demanda muito grande nessa área. A Agricultura de Precisão, com o uso da Inteligência Artificial, Big Data, e internet das coisas, evita aquela situação na qual muitos produtores acabam caindo: fazer tudo certo na hora errada”, sinaliza Pablo Georgio de Souza, coordenador do curso.
Para o professor, antes da Inteligência Artificial se aprendia muita coisa com base no que aconteceu. Muitas vezes, no entanto, uma resposta de planejamento só era possível na próxima safra.
O grande diferencial da agricultura digital que usa a Inteligência Artificial é aprimorar o processo constantemente, por meio da análise de dados de cada processo, de cada sistema produtivo, sendo mais assertivo enquanto as coisas estão acontecendo
Nesse sentido, a revolução digital só não tem sido maior por conta de um entrave: a dificuldade de consolidar dados para fortalecer os modelos matemáticos. “A IA evoluiu a tal ponto que temos algoritmos capazes de resolver quaisquer problemas, desde que tenhamos dados para treiná-los. O desafio é formar esses bancos de dados. Não basta ter imagens. Precisa que essas imagens sejam anotadas, incluídas com informações que possam treinar o modelo matemático”, diz Jayme Garcia Arnal Barbedo, do Grupo de Pesquisa em Computação Científica, Engenharia da Informação e Automação, da Embrapa.
Na avaliação do especialista, para que a IA decole no setor agropecuário é preciso que haja um esforço colaborativo entre entidades e o setor produtivo, não só para trocar informações, mas, principalmente, para coletar e sistematizar os dados que possibilitem o treinamento das redes de IA.
Composto por jornalistas e diagramadores, o Departamento de Comunicação do Sistema FAEP/SENAR-PR desenvolve a divulgação das ações da entidade. Entre suas tarefas, uma é o relacionamento com a imprensa, incluindo a do setor agropecuário e também os veículos






Voltado à representatividade e o desenvolvimento do setor agropecuário em âmbito estadual, o Sistema FAEP/SENAR-PR é composto pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (SENAR-PR) e pelos sindicatos rurais. 
O campo de atuação da FAEP é institucional, na defesa e a representação legal dos milhares de agropecuaristas em diversos setores, como o econômico, social e ambiental. O SENAR-PR, por sua vez, se fundamenta no desenvolvimento do potencial do setor agropecuário por meio da oferta contínua de qualificação das mais diversas atividades ligadas ao setor rural, inclusive de gestão da propriedade. São mais de 250 cursos, na modalidade presencial, todos de forma gratuita e certificada. Além dos cursos de Formação Profissional Rural – PSR, o SENAR-PR também atua na Promoção Social, com atividades que visam a melhoria da qualidade de vida da comunidade rural.
Sistema FAEP/SENAR-PR © 2024 · R. Marechal Deodoro, 450, 14º andar – Curitiba – PR – CEP: 80010-010 – Fone: 41 2169-7988/2106-0401 – Fax: 41 3323-2124

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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