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Ilha fatura alto com IA por golpe de sorte e parou de cobrar imposto – Tilt

Talvez você não saiba, mas Anguilla, um território ultramarino britânico localizado no Caribe, fatura alto com a inteligência artificial.
Uma escolha “aleatória” de 30 anos atrás fez com que o local tenha um dos endereços de internet mais quentes da atualidade: “.ai” —que pode significar tanto Anguilla como Artificial Intelligence (inteligência artificial).
Vender domínio não é das atividades mais lucrativas para a maioria dos países, mas para o pequeno território britânico no Caribe está saindo melhor que encomenda. Em 2023, eles faturaram US$ 32 milhões (R$ 172 milhões) —o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do território, segundo o jornal The New York Times, e a tendência é só crescer.
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Só em fevereiro deste ano, fechamos com US$ 3,6 milhões (R$ 19 milhões) de receita. Nós registramos o domínio por dois anos, e a renovação ocorre nessa mesma frequência. Então, existe uma probabilidade de faturarmos US$ 6 milhões por mês daqui a um ano. Vincent Cate, morador de Anguilla e administrador do domínio .ai, em conversa com Tilt
Na prática, diz Vincent, o governo de Anguilla eliminou o imposto de propriedade residencial no país (“espécie de IPTU”) com os ganhos obtidos pela venda de domínios. Ele ainda afirma que em janeiro só as vendas de domínio “.ai” significaram 30% do orçamento do território.
Anguilla é uma ilha de 91 km² com cerca de 16 mil habitantes e PIB na casa dos US$ 300 milhões, portanto a cifra que entra como resultado da venda de domínio é bem significativa. As outras atividades econômicas do país são o turismo de luxo, pesca (sobretudo de lagosta) e serviços financeiros offshore.
De forma simplificada, domínio é um endereço de máquina. “Foi o jeito fácil de memorizar que inventaram no início da internet. Ligaram um número IP [endereço que identifica computadores numa rede] a um dispositivo e identificaram o propósito de uma página. Com a evolução da rede, criaram diferentes endereços para indicar o tipo de site ou o país de origem, por exemplo”, explicou Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br, entidade que cuida dos domínios do Brasil.
No início, havia os domínios “.gov” (sites governamentais); “.net” (rede; usado de forma genérica); “.com” (comercial). Também havia o.org” (organização); “.mil” (militar) e “.int” (organizações internacionais). Essas letras aparecem no fim do nome de um site.
Em meados de 1990, os Estados Unidos começaram a distribuir os domínios entre os países e adotaram os códigos do ISO 3166, um padrão internacional de países. O sistema define, por exemplo, que BR é Brasil, FR é França, US é Estados Unidos, e AI é Anguilla. Na época, AI não tinha apelo porque inteligência artificial ainda não era um termo popular.
Domínios são uma questão de marca e um identificador para um site. Então, é interessante que empresas ou instituições estejam associadas a um relacionado à sua atividade.
Tem crescido o número de pessoas querendo endereços .ai, mas, com o lançamento do ChatGPT em 30 de novembro de 2022, tudo ficou mais rápido. A partir do momento que as pessoas começaram a perceber que a inteligência artificial poderia ajudá-las em muitas questões, houve muito mais interesse em domínios ‘.ai’
Vincent Cate, administrador do domínio .ai
Anguilla faz parte do grupo de países que, por ter uma abreviação “quente”, resolveu monetizar. “É um modismo”, diz Demi, comentando que a ascensão da inteligência artificial ajudou a tornar o domínio mais visado por empresas. Para ajudar, o território permite que pessoas do mundo todo possam ter um site “.ai”, desde que paguem. Isso não é necessariamente algo novo.
A Colômbia, por exemplo, é .co. Lá, eles liberaram para pessoas de fora do país, pois é uma alternativa ao .com. Montenegro, que é .me, também tem um atrativo para sites pessoais. Há ainda Tuvalu, que é .tv, que poderia ser uma possibilidade para canais de TV Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br
No Brasil, por exemplo, apenas cidadãos brasileiros podem ter endereço “.br” e precisam pagar uma anuidade de R$ 40. É uma forma de segurança, afirma Demi. Em comparação, Toquelau, uma ilha do Pacífico com domínio “.tk”, permite o uso por pessoas de todo o mundo e a custo quase zero. Por essa razão, muitas campanhas de spam acabam sendo feitas por e-mails com este domínio. No Brasil, o dinheiro arrecadado serve para financiar o NIC.br, a instituição que cuida dos domínios e faz estudos sobre o uso da rede, para ajudar na tomada de decisões.
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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

Sobre o autor

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Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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