Humanos escravos da inteligência artificial – UOL

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Filósofo, mestre em Educação, doutor em Ciências Sociais, coach executivo e consultor em storytelling.
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Os avanços da inteligência artificial são enormes. O mundo tal como a gente o conhece hoje vai mudar. Um monte de tarefas que hoje ainda fazemos sem vontade poderá ser feito pela inteligência artificial. Porém, uma conexão que não é tão simples de replicar através da tecnologia é a conexão humana.
O ChatGPT, por exemplo, consegue mostrar certa empatia numa conversa, mas nós sabemos que essa empatia não é real, mas um agregado de informações que permite à tecnologia simular aquela empatia.
Hoje em dia temos perdido muitos espaços de socialização. Por exemplo, cada vez é mais difícil que os adolescentes fiquem sem telefones na hora das refeições. Muitos deles estão isolados o tempo todo, perdendo a conexão com a natureza e com outros adolescentes.
As nossas conversas familiares têm sido reduzidas por causa das redes sociais. Em vez de estar conectados com aqueles que estão por perto, estamos procurando outros que estão longe. Adultos que antes conversavam com as crianças durante a refeição estão respondendo e-mails em vez de atender seus filhos. A tecnologia não é uma coisa ruim, longe disso. Ela ajuda e muito no nosso dia a dia. Mas os adultos não estão sabendo como lidar com ela.
Cada vez é mais infrequente a ligação de voz. Um exemplo da desumanização.
Fico preocupado com a nossa capacidade de desumanizar-nos. Essa capacidade que já comprovamos em muito pouco tempo, o quanto pode mudar nossos hábitos por causa da tecnologia. Como ela capturou nossas vidas de modo a não mais perguntar para as pessoas com quem moramos: “como foi teu dia?”.
Não é incomum ir a um restaurante e ver quatro pessoas numa mesa e todas elas com seu smartphone na mão, sem dirigir a palavra para nenhum dos outros. Ou pessoas indo a um show muito mais focadas em gravar um vídeo do que em curtir aquele momento mágico.
Em meio a essa situação, avança um problema demográfico enorme da baixa natalidade junto com um incremento da solidão.
Em muitos países, os governos têm criado um Ministério da Solidão para atender as pessoas que sofrem de solidão, porque não têm ninguém para falar e compartilhar a vida. A tecnologia pode nos ajudar a ficar perto, porém também pode nos afastar. Muitos pais e mães não estão sabendo como lidar com o uso dos tablets, mesmo nas escolas os limites são difusos.
Com a inteligência artificial, esse cenário vai se complicar ainda mais. A humanidade vai mudar muitos dos seus hábitos e formas de trabalho, e também na vida pessoal muitas coisas mudarão. Precisamos dominar a inteligência artificial e não sermos dominados por ela. Isso é relevante porque a maioria das pessoas consome as redes sociais sem se dar conta de quais são os comportamentos que vão mudando no cotidiano (e falo também por mim).
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A inteligência artificial vai demandar uma consciência ainda maior por parte de nós, porque capilarmente se introduzirá na nossa vida, ao ponto de nem sequer sabermos que estamos rodeados dela. As coisas que sejam fruto do trabalho humano precisarão ser explicitadas. Viveremos num mundo cheio de coisas que parecerão nossas, mas serão construídas com inteligência artificial. A realidade será colocada em dúvida. Mesmo as colunas num jornal, será o cara quem a escreveu ou ele colocou uma indicação e foi escrita pela máquina?
Eu adoro a tecnologia e acho muito legal a inteligência artificial. Porém, acredito que como humanos talvez não estejamos preparados para esse salto quântico que se aproxima. Psicológica e emocionalmente, viver num mundo onde a realidade e a ficção são quase impossíveis de distinguir é um processo constrangedor. Psicológica e emocionalmente, viver num mundo onde a tarefa que eu adorava fazer e era a minha vocação, e agora é feita em segundos por uma máquina pode ser doloroso. Psicológica e emocionalmente, precisamos preparar-nos e pensar quais critérios internos e externos vão reger essa tecnologia.
Por quê? Porque desde o nascimento do primeiro smartphone a tecnologia já mudou muito nosso comportamento. E isso só vai se aprofundar. Precisamos educar-nos e educar nossos filhos no uso moderado e consciente.
Caso contrário, vamos ter a melhor tecnologia nunca antes vista, certo, mas seremos escravos.
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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

Sobre o autor

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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