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Gestora faz aposta e lucra 7.000% em três anos com Nvidia (NVDA); veja estratégia – Investimentos – Estadão E-Investidor – As principais notícias do mercado financeiro – E-Investidor

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O mundo acompanha o sucesso da Nvidia (NVDA) que a cada trimestre surpreende o mercado com a entrega de resultados acima das expectativas. A fabricante de chips conseguiu alcançar o posto de companhia mais valiosa do mundo, no dia 18 de junho, ao registrar um valor de mercado de US$ 3,34 trilhões. O impressionante é que mais da metade dessa valorização aconteceu no primeiro semestre deste ano.

O triunfo da big tech se deve à corrida das empresas em desenvolver soluções e produtos por meio da Inteligência Artificial (IA). E em meio a essa euforia, a Nvidia se consolidou no mercado como a principal fonte de insumos para o desenvolvimento dessas tecnologias. Quem identificou os primeiros sinais de que a empresa teria um papel relevante nesta nova indústria e decidiu investir no papel lucrou com a alta exponencial das ações em um período difícil para os investimentos em bolsa.
Foi o que aconteceu com o portfólio da Asset Management Warren (AWM). Em maio de 2021, a gestora brasileira enxergou uma aceleração nas vendas e no interesse pela empresa, o que poderia resultar em um futuro promissor para a companhia nos anos seguintes. Na época, as ações eram negociadas a US$ 14 e a empresa possuía um valor de mercado de US$ 341,2 bilhões. A percepção se concretizou. Com a estratégia, a AWM conseguiu multiplicar o investimento.

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Veja a performance das ações da Nvidia (NVDA) desde 2021
“As ações correspondiam a 3% do portfólio de ações da AMW e tivemos um rendimento pouco mais de 7.000% com essa estratégia”, diz Celson Plácido, CEO da AMW. O retorno coincide com um período desafiador para o mercado de ações diante do ciclo de aperto monetário nos principais mercados globais.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (FED) – o Banco Central norte-americano – deu início ao ciclo de altas de juros em 2022 e elevou as taxas até o intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano. Esse contexto favorece os títulos públicos em detrimento das ações devido ao prêmio elevado e o baixo risco.

No entanto, as companhias associadas à inteligência artificial furaram esse consenso de mercado e conseguiram entregar retornos acima do esperado. Como mostramos nesta reportagem, o índice BDRX, listado na B3, teve um desempenho superior ao índice norte-americano S&P500 durante um período de 12 meses, graças à sua alta exposição do portfólio em big techs.
“No S&P 500, as sete magníficas (grupo composto por Google, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla) representam apenas 28% do índice, enquanto no BDRX o peso desses ativos corresponde a 43%”, afirma Fernando Siqueira, head de research da Guide Investimentos. O acerto com a Nvidia estimulou a buscar de outras ações que pudessem ter um potencial de valorização semelhante ao da fabricante de chips para agregar valor ao portfólio dos fundos.
Os papéis da Super Micro Computer (SMCI) exerceram essa função e, segundo Plácido, foram responsáveis por dar um lucro superior ao da Nvidia em 2023. A empresa desenvolve soluções de infraestrutura de TI empresarial, produtos com Inteligência Artificial (AI) e de serviços de armazenamento de dados. “Notamos que a IA parece estar migrando de processamento que a linha de negócio da Nvidia para a capacidade de memória das informações”, afirma.
A virada de chave da Nvidia aconteceu no segundo semestre de 2023 quando a companhia triplicou o seu valor de mercado em apenas oito meses e conseguiu se consolidar como a quinta companhia mais valiosa do mundo. Antes dessa conquista, os investidores já tinham conhecimento do potencial de crescimento da fabricante de chips graças à IA, mas não imaginavam que o ritmo seria tão elevado.
A evolução da companhia na bolsa de valores se deve à entrega dos resultados operacionais que sempre ultrapassaram as projeções dos analistas. No balanço referente ao segundo trimestre do ano passado, a Nvidia entregou uma receita robusta de US$ 13,51 bilhões. O volume financeiro representou um crescimento anual de 88% e foi quase R$ 3 bilhões acima das expectativas do mercado. Foi nesse período que deu início ao caso de amor dos investidores com a fabricante de chips.
“Há cinco anos ninguém lembrava da Nvidia e o ChatGPT foi responsável por popularizar o assunto de IA no fim de 2022. O sucesso fez o mercado se perguntar qual empresa iria se beneficiar com essa “revolução” e viram que a tecnologia precisava de chips da Nvidia”, avalia Marcelo Cabral, CEO da Straton Capital. Os resultados dos trimestres seguintes também vieram acima do consenso dos analistas ao passo de levantar o debate sobre até onde a companhia poderia chegar.

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No primeiro trimestre de 2024, a big tech apresentou um lucro líquido de US$ 14,8 bilhões que corresponde a uma alta de 628% em comparação ao mesmo período de 2023. A receita da gigante dos semicondutores também subiu 262% na comparação anual, ao novo recorde de US$ 26 bilhões, ante projeção de US$ 24,6 bilhões da FactSet.
O resultado permitiu que a Nvidia chegasse ao topo ao se tornar a empresa mais valiosa do mundo no dia 18 de junho com um valor de mercado de US$ 3,34 trilhões. O impressionante é que US$ 2 trilhões foram conquistados apenas em 2024.
A dúvida sobre até onde as ações da Nvidia podem chegar ainda paira sobre o mercado. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, avalia que o ritmo de crescimento acentuado da companhia pode ter fim nos próximos 12 meses. Isso porque outros players concorrentes devem ganhar espaço e podem roubar a atenção dos investidores. “Cada vez mais, vamos conhecer outras empresas que devem se beneficiar com a Inteligência Artificial e de outras vertentes de IA que não possuem um valuation muito elevado”, diz Alves.
No entanto, o movimento não deve pôr um fim na valorização das ações da companhia. Thiago Guedes, diretor de desenvolvimento de negócios da Bridgewise no Brasil, explica que a Nvidia trabalha no desenvolvimento de novos produtos para se manter na liderança e sustentar a entrega de valor aos seus acionistas. “Sua próxima geração de chips “Rubin” voltados para IA promete impulsionar ainda mais seu crescimento. Embora suas ações tenham atingido patamares recordes, a nossa análise indica que o valor atual não é excessivo”, afirma Guedes.

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

Sobre o autor

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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