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Agentes autônomos: uma nova era para a inteligência artificial? – Canaltech

Por| 10 de Julho de 2024 às 10h08
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Se nos últimos anos as conversas e discussões relacionadas à tecnologia têm tido como questão central a emergência dos grandes modelos de linguagem (LLMs) — como o ChatGPT e similares —, podemos considerar que, neste exato momento, estamos entrando em uma nova etapa em termos de progresso tecnológico. Agora, pode-se considerar que se inicia o momento dos agentes autônomos baseados em inteligência artificial. 
Por ora, o termo ainda não é bem definido no universo da tecnologia. Basicamente, os agentes são descritos, recorrentemente, como ferramentas avançadas de IA generativa, de modo que são capazes de realizar tarefas complexas – em nome de um usuário ,–, além de gerar e gerenciar sua própria lista de tarefas, sem que o próprio usuário precise orientá-los etapa por etapa. 
Menos de dois anos após o lançamento do ChatGPT pela OpenAI, os avanços relacionados à Inteligência Artificial têm progredido ao ponto desses modelos correrem o risco de se tornarem, de certa forma, ultrapassados em breve. Mas, muita calma, não há motivo para alarde. 
Com a introdução dos modelos de linguagem baseados em deep learning — aprendizagem profunda —, tem sido possível observar uma corrente de inovação atingindo o mercado, que, por sua vez, tem proporcionado consistentes e intensos avanços no desenvolvimento de sistemas baseados em IA. 
Assim, se durante esse período pudemos, em parte, perceber os frutos e resultados decorrentes da automação, a partir do uso de IA generativa em tarefas operacionais, por exemplo, o jogo, a partir de agora, passa a ter outros contornos, mais sólidos e expressivos. 
Similarmente à curva e ao processo de desenvolvimento dos LLMs, têm sido as gigantes da tecnologia as responsáveis por capitanear o progresso e evolução desses agentes. O objetivo, naturalmente, é a concepção de agentes capazes de executar um maior número de tarefas de forma autônoma – como o próprio nome diz. 
O Google, por exemplo, anunciou, em maio de 2024, o Projeto Astra, que representa o último avanço da companhia em direção a um assistente de IA — e que está sendo construído pela DeepMind, unidade da empresa focada em pesquisas e soluções de inteligência artificial. 
Na apresentação do projeto, o assistente — ainda em um nível de prototipagem —, utilizando-se de áudio e vídeo, mostrou-se capaz, por exemplo, de lembrar ao usuário onde ele havia deixado seus óculos, revisar códigos de programação e responder questões sobre objetos mostrados a ele. 
A OpenAI, por sua vez, tem apresentado outras propostas, como um assistente que pode exercer funções de conversação, tradução de idiomas, ensino de matemática e cocriação de códigos de programação. 
Em comparação a modelos como o ChatGPT, os agentes se diferenciam pela sua capacidade de aprender a partir de dados, tomar decisões e realizar ações por si só, sem que seja necessária uma intervenção humana adicional. 
No âmbito dos negócios, as expectativas são grandes e diversas. No mercado, já se tem apontado inúmeras possibilidades de uso desses agentes, em áreas como marketing — exercendo funções de suporte ao consumidor, produção de conteúdo, geração de leads —, logística e cadeia de suprimentos, recrutamento, finanças e gestão do negócio. 
Paralela e consequentemente, o mercado de agentes autônomos promete um crescimento robusto para os próximos anos. De acordo com um levantamento realizado pela Data Bridge Market Research, o setor deve atingir um valor de US$ 17,4 bilhões no período entre 2021 e 2028, sendo a diversidade de aplicações um fator fundamental para seu impulsionamento. 
No universo das startups — que também têm capitaneado os avanços em inteligência artificial e agentes autônomos —, os investimentos também têm sido bastante relevantes. A Adept, fundada por ex-colaboradores da OpenAI e do Google, já alcançou US$ 1 bilhão em valuation. Já a startup francesa H, levantou US$ 220 milhões em investimentos Seed, com investidores que incluem a Amazon, Samsung e o ex-CEO do Google, Eric Schmidt
Recentemente, estive na inauguração do AiSalon, onde tive a oportunidade de assistir a uma palestra do Marcondes Farias, Diretor de Go-to-Market da Microsoft Brasil e México, durante a qual este falou sobre transformações e tendências no Marketing com Inteligência Artificial. 
Em sua palestra, Farias nos apresentou o Copilot Studio, uma plataforma conversacional baseada em IA ponta a ponta, que permite a criação de personalização de copilots, a partir de linguagem natural e/ou interface gráfica. Assim, por meio do Copilot Studio, é possível projetar e publicar copilots que atendam necessidades específicas de seu usuário, dependendo de seu setor, departamento ou função. 
Por ora, tem sido muito interessante observar o desenvolvimento e chegada de agentes autônomos no mercado brasileiro. É imprescindível, logo, que as organizações priorizem a construção de uma cultura de inovação, AI-first, de modo que estejam preparadas para a onda — ou avalanche? — que já se apresenta no horizonte, em uma nova era de evoluções e revoluções tecnológicas.

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

Sobre o autor

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Marcelo Faria - Redação Kriahtiva

Marcelo Faria, aos 27 anos, é a mente criativa por trás da produção de textos da Kriahtiva. Com uma paixão inigualável pelo universo online, seus textos são faróis de inspiração, navegando pelos mares do marketing digital com inovação e expertise. Em cada artigo, ele transforma conceitos complexos em leituras envolventes, guiando os leitores por uma jornada única de descobertas no vasto mundo do marketing.

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